A Lua vagueia na escuridão sem que ninguém tente perceber o que ela faz lá. As pessoas vivem lá em baixo, nunca voaram, nunca caíram, e agarram-se à realidade - a Lua está aqui por acaso, assim como tu, com ela debaixo dos teus pés, fugidia, vadia, mas precisa. Desaparece de dia, e os sonhos dos bonecos caem, esquecidos, trocados por uma realidade vã. E não vêem que a nossa Lua também não está a olhar de volta para eles, mas sim para as estrelas, a dançar sempre de costas para as faces deslumbradas de uma espécie hipnotizada pelo brilho do Sol. Enfeitiçados e enfeitados por vícios e hábitos, também eles vagueiam por aí, sempre o mesmo percurso - mas este astro não tem a órbita típica das pessoas, por mais que ronde a Terra chega sempre um pouco mais longe de quem não deseja, e sempre um pouco mais perto do Sol!
Repara. Sem sombras. Sobre a tua cabeça a luz brilha e tu não te deixas cegar! E debaixo dessa escuridão vês um planeta cheio de cães, ovelhas e porcos tornarem-se de novo em vultos cheios de cor pasmados desta vez com a sombra dos próprios sonhos! E os espíritos saem dos corpos e voam livres, e vêm acompanhar os coros com a arte da orquestra que toca sob o Eclipse! A visão volta a todos quando a luz se reduz a um anel misterioso e cessa de cegar, e todos caem felizes de joelhos ao ver - toda a Lua é negra!
Pois. Entre o conceito e a utopia. Um álbum intemporal. O The Wal é também qualquer coisa de profundamente marcante para a Arte e a intervenção social. Aqui percebemos a diferença entre as modas e a ausência delas. Estes vão ficar na história da música. Obrigado pela dica no post anterior. A maioria das pessoas tem a tendência para omitir as fontes e as referencias. Ás vezes sabe bem
ResponderEliminarperceber onde o escritor vai beber.E ao mergulhar também nesse rio ver-mo-nos pasmados com a sombra de nossos próprios sonhos...