terça-feira, 29 de outubro de 2013

“We die. That may be the meaning of life. But we do language. That may be the measure of our lives.”

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

I met a traveller from an antique land
Who said: "Two vast and trunkless legs of stone
Stand in the desert. Near them on the sand,
Half sunk, a shattered visage lies, whose frown
And wrinkled lip and sneer of cold command
Tell that its sculptor well those passions read
Which yet survive, stamped on these lifeless things,
The hand that mocked them and the heart that fed.
And on the pedestal these words appear:
`My name is Ozymandias, King of Kings:
Look on my works, ye mighty, and despair!'
Nothing beside remains. Round the decay
Of that colossal wreck, boundless and bare,
The lone and level sands stretch far away".


































































segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Afinal não são cores, mas negrume, o que vejo. Não elfos e fadas em pós e incensos, mas demónios com chagas, feridas abertas e infectadas, a agarrar os tornozelos enquanto passo nas margens dos lagos onde um dia se afogaram. Mas puxo-os um pouco acima e rapidamente pontapeio-lhes a cabeça, prossiguindo o meu caminho, sabendo que acabarei como eles.
No magic, no covens and terror
I walk among you as one of you
Don't be another brick in the wall.

sábado, 19 de outubro de 2013

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

"It's too bad you won't live! But then again, who does?"
10000 anos são comprimidos numa noite, e 10000 vultos vagueiam durante os 10000 anos dentro da mente. Toda ela é pisada, batida, amansada. Exércitos de vagabundos desnorteados enfraquecem o crânio e fazem inchar o cérebro com imagens de desconhecidos, desaparecidos, vespas, metais, sangue, raiva, dor, prazer. O síndrome de Estocolmo entra e quer-se continuar com os 10000 raptores que possibilitam algo forte, por mais que excruciante.
A morte não vem, continue a tortura.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

sábado, 12 de outubro de 2013

"Save all my lovin' for someone who can give it back!"

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

"Assim principiou o declínio de Zaratustra."
A Lua, num quarto minguante fino, cortante, impossívelmente grande e amarela, por trás da neblina. E ao alto as estrelas, na noite cerrada. Dezenas - não, centenas - de pontos brilham entre um ponto e outro, como se as estrelas chovessem do paraíso no firmamento ao inferno na Terra. E, entre o desespero e as lâminas enferrujadas, um último suspiro abençoado pela paz conformada do sonho dentro do sonho. Uma paisagem bela. E um vermelho cai, tintando a visão lentamente, e tudo se esbate e desfoca, e tudo desvanece.

Trinta e quatro falsos anjos em pé nas dunas de areia negra cantam a perdição das almas sujas. Vozes dissonantes contra as ondas perfuram a água e chamam-nos, para ao amanhecer nos descobrirmos afogados. E as ondas não voltam para nos retornar a terra. E assim permanecemos entre eles nas dunas, na costa, à espera, sempre à espera.

Estranhas visões invadem-me as noites.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013


Half-empty deadness
In peace I rust
Though I do not rest.


E a tinta, que ficou a meio?


Suspenso dentro do corpo do demónio, nada faço mais que a meio. Só o consigo meio fazer, meio pensar, meio ver, meio ser. Sinto meio bafo flamejante sair das minhas narinas, sinto meio peso carregado pelo demónio, peso meio da minha meia consciência. Meio vivo, meio morto. Meio eu, meio rendido. Meio de olhos para a frente, meio para trás. E na média só vejo meio; à minha frente vejo uma imensidão repleta de vazio, atrás um espaço vazio de nada se não arrependimentos de meias acções. Metade de mim sobe puxado pela cabeça, como balão; metade de mim enterra-se na terra, e parto meio para cada lado.

Não duas metades que se completam, apenas duas colecções incompletas de meios sonhos e meios objectivos. Tanto começa que nunca acaba, tanto meio que é no início, tanto fim que fica a meio. O meio-dia do deserto, a meia-noite da alma. De meio ego, metades se fazem. De meio sopro um saxofone meio triste. Meio poético, meio nada.

Afinal, apenas meio suspenso dentro do corpo do demónio, meio demónio, meio morto, meio vivo. De meia tinta, meio texto, meia ideia. Meio minha, meio vazia.

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Where did the night go?

Long ago the clock washed midnight away
Bringing the dawn
Oh God, I must be dreaming
Time to get up again
And time to start up again
Pulling on my socks again
Should have been asleep
When I was sitting there drinking beer
And trying to start another letter to you
Don't know how many times I dreamed to write again last night
Should've been asleep when I turned the stack of records over and over
So I wouldn't be up by myself
Where did the night go?
Should go to sleep now
And say fuck a job and money
Because I spend it all on unlined paper and can't get past
"Dear baby, how are you?"
Brush my teeth and shave
Look outside, sky is dark
Think it may rain
Where did
Where did
Where did
Marla's philosophy of life was that she might die at any moment. The tragedy, she said, was that she didn't.

sábado, 5 de outubro de 2013

Desliga-se a mente para arrefecimento e vive-se até-se morrer. Para quê pensar?

Guia para mentes temporariamente decadentes

Na metalurgia e instrumentalização da mente aponta-se para um objectivo central: imunizar a mente contra as condições agrestes do exterior, enquanto permitindo o seu bom funcionamento e comunicação. Consiste em envolver a consciência numa membrana de aço, sendo este composto por um conjunto de metais ainda no processo de descobrimento, assim como as suas fracções no total. Deve ser também uma tecnologia limpa, que não deixe marcas no ambiente, enquanto que deve permitir a comunicação da mente com o exterior.

Enquanto que o processo da composição do aço se submete a um desenvolvimento contínuo, a sua actualização perante a aprendizagem de qualquer tema melhora o produto final - é um trabalho sem fim. No entanto a disposição das vias de comunicação entre a entidade central e o universo (composto por pessoas, os seus produtos, a natureza, e as variadas relações entre estes três) é calculável. Não apresentando as equações, ainda também a serem estudadas nesta tecnologia emergente, devem obedecer ao seu próprio conjunto de requisitos.

Os orifícios de entrada devem ser precisamente espaçados, de abertura suficiente (mas não mais que suficiente) para adquirir novos conhecimentos sobre o ambiente que rodeia, permitir a passagem de estímulos do exterior (como visuais, sonoros, olfactivos, entre outros) para os sensores da entidade observadora; a precisão destes parâmetros é essencial para minimizar o risco de contaminação e maximizar o fluxo de informação para o interior.

Após as sensações serem obtidas, devem ser processadas num ambiente estéril, sem contaminação de dados, percepcionadas separadamente. Com o processamento dos dados gera-se informação, sendo esta do primeiro nível (i.e. o nível mais básico). Dado que cada sensor processa os mesmos dados separadamente, a informação gerada deve ser compilada numa fase seguinte. O ambiente deve ser analisado tendo em conta todas as variáveis, falhas e atributos do mesmo, permitindo gerar de ante-mão o erro máximo, a partir do qual se obtém pré-processamento nível 2 o grau de confiança das conclusões a serem inferidas, minimizando uma vez mais os erros.

No segundo nível de processamento pretende-se que seja gerado o pensamento interno, a primeira fase de processamento consciente. Neste nível é de especial importância a aplicação do conceito de caixa-negra, sendo que o pensamento deve ser objectivo e independente de factores como os locutores, o estado de espírito, a massa da consciência (que quando submetida a uma influência gravitacional de personalidade se torna em peso de consciência). Apenas deste modo é possível garantir o correcto processamento da informação e resistir às falácias comuns ao ser humano, sendo que esta tecnologia é direccionada à espécie referida.

Este nível pode ser executado de uma forma recursiva ou iterativa (respectivamente), dependendo de se se dispõe as equações da lógica proposicional antes ou depois (respectivamente) das conclusões. Na execução recursiva acede-se de ante-mão ao banco de dados (B.D. doravante) de hipóteses formuladas, seleccionando as relevantes ao tema; procede-se então ao processamento da informação mais básica e ao preenchimento das variáveis das equações lógicas, repetindo o processamento com a adição dos valores lógicos das sub-equações obtidos em cada execução. Pelo método iterativo observa-se primeiro a informação, e pesquisa-se na B.D. as equações que podem ser trabalhadas com a informação presente; após o preenchimento e obtenção de valores lógicos das sub-equações, repete-se o processo a partir da observação da informação inferida, tendo agora esta presente para a pesquisa seguinte na B.D. de equações, descartando as que se revelaram inadequadas e possivelmente adicionando novas, não reparando antes.

As duas principais diferenças entre estes dois métodos são a dificuldade de cálculo das funções associadas e a qualidade da informação final. Enquanto que o método recursivo é mais fácil (i.e. exige menor esforço, tempo e memória) de calcular e executar, as conclusões são quase invariavelmente frias e absortas a possíveis comunicações subentendidas. No entanto é mais resistente a falhas dada a facilidade da prova de correcção.

[Em construção]

...

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

E como idiota, quando com sorte itermitente, apercebes-te de quão idiota é o que escreves.

Dança com os idiotas

Danças como um idiota, e idioticamente pisas quem dança contigo. Danças como um idiota e cais idiota, no chão. Danças como um idiota e não te sentes como um idiota. Sentes-te bem. Mas isso é idiota, e acabas por aperceber-te disso. E passas a não te sentir, nem a sentir ninguém. E ninguém te sente, ninguém pisas, e quando danças não estás lá, para não fazer estragos.

Quero droga, tenho de ir procurar os outros idiotas.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

What One Deserves

Como é preciso um exército de sonhadores para manter um abrigo sob a tempestade, e apenas que um deles seja idiota para o destruir.