Há sensações que teimam em persistir. Traumas, pesos, contra os quais combatemos, e com sorte conseguimos guardar para nós, abafá-los, sufocá-los até que morram. Mas quando os achamos mortos, basta um toque nas suas costelas para os ver contorcerem-se inevitavelmente nas desastrosas cócegas do ego. E enquanto tentamos matar os traumas, morrem as virtudes - tentamos criar outras que nos faltaram. Perdemo-nos. Perdemos o eu, quem somos, e o ele, quem quisemos ser. E não sabemos nada.
Como sempre, nada.
Esses, como eu, se existirem, desejam compreender o passado mesmo quando o tentam ignorar. E quando o seu entendimento se força nos seus rostos, estes já estão tão perdidos que pensam ser alucinações. E apercebem-se até disso. E nunca, nunca sabemos. Como sempre, nada. Se o que vimos foram fantasmas ou folhas a cair das árvores nas nossas mãos. Ou flores brancas nascerem nos mesmos ramos, sobre os tapetes de folhas languidamente caídas.
E abafamos e sufocamos um futuro que pertence ao passado.
Se este não se contorcer noutras cócegas.
E entre a violência e a resignação tentamos encontrar um local tangencialmente budista - não devemos querer. A morte do ego.
Ou, há crianças que demoram a deixar de o ser.
"But when I became a man, I put away childish things."
E abafamos e sufocamos um futuro que pertence ao passado.
Se este não se contorcer noutras cócegas.
E entre a violência e a resignação tentamos encontrar um local tangencialmente budista - não devemos querer. A morte do ego.
Ou, há crianças que demoram a deixar de o ser.
"But when I became a man, I put away childish things."
Sem comentários:
Enviar um comentário