sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

E das suas costas escorre o sangue, num fino fio de doce substância. Mas de língua se faz a limpeza da ferida, que teima em se manter aberta e desejosa. Uma mão desce-lhe da cintura, enquanto outra, meio fechada, se arrasta da sua omoplata até ao pescoço, ao maxilar. Os dedos desenrolam-se nos seus lábios, e um beijo molhado capturou de mim a pequena roda azul. O que a distinguia eram os seus três X, dois atrás de um outro, maior, rei entre eles. Mal sabia eu que uma sua gémea viajava já na boca que antes me encontrara as falanges, deitando em mim também esse fruto químico, cuja potência e prazer fica apenas atrás da química dos corpos, mas somando-se-lhe.

E as mãos rolaram no mar orgânico, na massa dançante.

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