segunda-feira, 22 de junho de 2009

Não há equilíbrio sem extremos

É humilhante olhar para trás e ver meses inteiros perdidos em lutas vãs, das quais não retiras experiência, apesar de ser a experiência de tal perda que te retira de ti e deita-te abaixo. Mas lá vais acordando, aos poucos, pensando sempre "é desta", não reparando que o pensamento não sai da cabeça. Mesmo que já sinceramente o queiras expelir do teu dia a dia, ele está presente em todos os momentos, quer queiras quer não. Consequência de depois de um extremo tentar chegar ao ponto de equilíbrio, sem antes o contrabalançar com o outro extremo. Ficamos num meio do meio, num meio morto de sono e apatia. E sabes que quando realmente estiveres livre desse fardo, nem te vais aperceber. Mesmo que de coração estejas, as ondas chocam no cérebro, até que este pare de controlar e deixe ir.

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