E quantas ideias e filosofias nascem no topo, conjecturam as hipóteses, especulam as reacções, descem pela espinal medula, sobem na pele arrepiada e trémula, num jacto que embate de novo no topo e faz dar um salto! Salto assustador, salto perigoso, salto inadvertido, que por sua vez despoleta a reacção dos músculos a segurarem o pouco que têm para segurar! Quantas ideias, quantas filosofias, aquelas que nascem e morrem numa varanda do terceiro andar com os membros pendentes para o lado errado, com o sol a nascer laranja.
Depois dos elixires e dos vultos violentos esvoaçantes e cânticos incomumente comuns e palavras vãs interessantes - depois disto todo o movimento parece tão inconsequente, tão fácil de aceitar. Quão reles é o cérebro que se sente bem por não se sentir mal? Depois de ver os pés balançantes no ar, no meio de tantas verdades e tantas mentiras, ser um mutável por dentro e dez constantes por fora... Num breve momento alerta e consciente os sorrisos parecem suportar a teoria de que o mundo está a desabar. O que o segura? As palavras? Não, de todo - essas são apenas testemunhas vocais ou pintadas. Então?
Mas o dito momento de clarividência desaparece antes de uma resposta, e volta-se ao baixo QI de um animal ferido por correr contra espetos. Será que eram espetos? Já é tarde para tentar perceber isso.
Mas o dito momento de clarividência desaparece antes de uma resposta, e volta-se ao baixo QI de um animal ferido por correr contra espetos. Será que eram espetos? Já é tarde para tentar perceber isso.
Bom dia, boa noite.
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