sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mas estamos todos completamente sozinhos! Um grande bem-haja para os que podem ter sustentada a ilusão de que isto é mentira! Porque são esses o que estão mais perto de transformar em verdade. A compreensão mútua, ou pelo menos sempre o benifício da dúvida, a confiança, a fé em algo em que não há razão para acreditar, e ainda assim se acredita, e se prova correcto.

Mas aqueles cuja fé é traída descem ao poço absoluto da solidão, e morrem, morrem vezes sem conta. As cores desapareceram. Tudo o que sobra é um pequeno inferno de lama. Afundado, um ser mal se consegue mover. Apenas o nariz de fora, e os olhos intermitentemente conseguem ver o tecto das masmorras do demónio do desprezo; pois o ser afunda e volta com o nariz e olhos à superfície, numa tortura, em milhares de funerais simulados.

E o ser que havia pensado ter quebrado as barreiras do organismo volta ao fundo. E com a morte do artista, vem a morte da arte. E tudo passará a ser o pesadelo daqueles cujos espíritos dançam. E passará a ser o que acha os outros loucos por não ouvir a música. Isto, ou invariavelmente enlouquecerá para se morfar noutro monumento vivo da cidade, a espalhar a paz pelas palavras, de roupa rasgada e hálito a veneno.


Espero, velho, que a tua loucura será a de veres uma musa, na verdade ausente, através da qual expressarás quase secretamente todos os teus pecados contra a vida vivida. Não perderes o fantasma constante. Porque do outro lado não há razão; apenas subjugação.

This is the end,
My only friend,
The end.

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