sexta-feira, 12 de julho de 2013

Mas não! Ao invés da loucura ou da morte renasce o espírito da sobrevivência pelos princípios. Se nada vale a pena? Nada, nada vale a pena. E no entanto o fazemos. Pela mesma fé que é traída vezes sem conta. Condenados a errar perante nós, mas a acertar perante o mundo, perante a integridade. Apenas não podemos esperar nada, pois, mais uma vez, estamos sozinhos.

A re-morte do ego, da esperança, o renascimento da luta vazia de fins, de meios, de conquistas, de cruéis homicídios da alma. A dedicação a um mundo em que já só se espera viver sozinho, sem recompensa se não a simpatia de quem o reconhece, e das ocasionais amáveis palavras de quem realmente nos importa. A morte do instinto, o renascimento do nado-morto, o óbito fettal que dará lugar à infinita paciência.

A desistência do próprio, para uma labuta do bem-estar.

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O meu único medo? Voltar a precisar de me banquetear na morte dos outros. Medo? Certeza. O veneno como propulsor do amor. O mel que permeia o lado negro da Lua. O mel que permeia o lado negro da Terra. O adeus de um, as boas vindas de outro.

Tudo, tudo muda.

Apenas nada podemos esperar.

Nada.

Nem a compreensão do mais próximo.

... Mas quando a temos, o mundo parece o mais belo.

Mas não é. Apenas uma ilusão de agradecimento.

E que se viva sozinho, se não se pode viver em verdade em comunhão. A meditação é o único verdadeiro meio.

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