A re-morte do ego, da esperança, o renascimento da luta vazia de fins, de meios, de conquistas, de cruéis homicídios da alma. A dedicação a um mundo em que já só se espera viver sozinho, sem recompensa se não a simpatia de quem o reconhece, e das ocasionais amáveis palavras de quem realmente nos importa. A morte do instinto, o renascimento do nado-morto, o óbito fettal que dará lugar à infinita paciência.
A desistência do próprio, para uma labuta do bem-estar.
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O meu único medo? Voltar a precisar de me banquetear na morte dos outros. Medo? Certeza. O veneno como propulsor do amor. O mel que permeia o lado negro da Lua. O mel que permeia o lado negro da Terra. O adeus de um, as boas vindas de outro.
Tudo, tudo muda.
Apenas nada podemos esperar.
Nada.
Nem a compreensão do mais próximo.
... Mas quando a temos, o mundo parece o mais belo.
Mas não é. Apenas uma ilusão de agradecimento.
E que se viva sozinho, se não se pode viver em verdade em comunhão. A meditação é o único verdadeiro meio.
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