É como alcatrão no qual o corpo se afunda, em pé, de pé, pelo pé. Como uma esponja absorve todo o calor, toda a vida, todo o sangue, lenta e pacientemente sufoca as vítimas impotentes. Os metais e as madeiras fazem-se ouvir irmãos, acompanhados das cordas e das peles. E rendes-te, mais uma vez, mais vagarosamente que antes, mais calmo. Até que a rendição seja existência, até que a existência esgote a vida, até tudo secar por dentro, murchar sem morrer. Sem dor, alguma pena. Sem medo, aceitação. Sem objectivo, liberdade. Na doce amargura do alcatrão à meia noite. Quão hipócrita consegue ser a paz interior.
http://www.youtube.com/watch?v=RErmfXDMbvo
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