Não é mentira que preferia a pessoa segredosa e subversiva que podias ser. Não é mentira que vendia a alma de quem fosse preciso para ficar iludido como já estive (quanto mais o que faria por outras vontades do meu corpo, mente e coração). Mas admiro a tua integridade sem igual, saber que abres tão seguramente a mão dos teus desejos mesmo quando são tão pequenos e, na verdade, irrelevantes coisas. Com todos os demónios que tens em ti, consegues dominá-los sem dificuldade, és pura.
Antes fiz um voto de não invasão, de não persuasão, de não intromissão no teu mundo, e eventualmente falhei tal voto. E tu, segura. E já depois de tudo deixar de importar, continuas a mesma, não mudei um milímetro o teu lugar.
Tens as rédeas do mundo e pareces não saber. Admiro-te pela tua perversão e inocência, obedientes à mesma integridade.
Sem comentários:
Enviar um comentário