quarta-feira, 24 de abril de 2013

É tão fácil separar demónios e purezas. Deixa a consciência mais limpa, quando se prefere uma visão simplista, em que se ama a luz e se odeia as trevas. Mas é temporário, e em algum momento passamos a viver insatisfeitos com a pureza, e tentados pelos demónios. Estas palavras só são verdadeiramente dignas na metáfora, durante um momento, durante um pensamento. Todos os demónios são puros. Todas as purezas são demoníacas. O que se sente sobre cada uma das partes levita incessantemente, confunde-se, e volta a separar-se.

Como poderia alguém atingir a paz segura e duradoura sem entender a sua guerra pessoal? Sem aprender a amar os demónios, domá-los, e soltá-los, consoante a sua própria necessidade? Não é render-se a eles. É ter uma luta interior justa, um debate com a própria mente. E dessa luta retirar o próximo passo na evolução pessoal. Saimos sempre mais fortes.

(Vago e vão, mas útil para relembrar.)

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