sexta-feira, 5 de abril de 2013

Excertos

"Na floresta, procurava pelos teus passos. Ouvia sons que não sabia se seriam as tuas gargalhadas trazidas pelo vento, misturadas com o balançar dos ramos nas árvores. Como se estivesse viva e a guiar-me, a floresta deixava folhas caírem apenas num local adjacente aos meus pés. E elas pousavam como que fazendo um tapete amarelo e castanho no meio do verdejante iluminado pela luz do fim de Verão, que se escapava por entre os braços das possantes e estáticas bailarinas. E eu pisava esse tapete inquestionavelmente, onde ele me levasse eu iria. Mas este era por vezes tão perfeito e a aproximar-se desses cálidos murmúrios, como de repente tropeçava numa das inúmeras raízes que povoavam o solo. E comigo caía o volume desses sorrisos cantados, numa floresta serrada em que qualquer um se perderia, tivesse alguém coragem para nela entrar. Levantava-me, e o trilho mágico fazia-me dar voltas sobre mim mesmo, levando-me numa direcção completamente nova.

..."

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