quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Or else you will dig my grave"

A cada passo corrói-se a vida. Não é eterna, não é repetível. Não é perdoável, apenas compreensível. Incorrigível. E cruel por proibir caminhos limpos. O que ontem parecia uma pincelada no quadro, hoje pode se revelar uma nódoa. O que hoje parece uma nódoa, amanhã pode se revelar uma obra de arte. A dualidade é agressiva e eterna, não há unicidade no valor de algo.

A solução a essa condição humana é jogar entre a entrega e a resistência, tentar discernir entre a casca podre e a protecção do puro. Não é, de todo, uma solução. Vivemos constantemente no presente, trazidos pelo passado, descobrindo o que será o futuro apenas quando ele acontece.

Tentamos manter o caminho limpo, somos levados à loucura pela impossibilidade de divisão, e lutamos para nunca nos arrependermos. E, de vez em quando, conseguimos. Aguentarmos ser atirados entre o fogo e o gelo, sentir o sabor de cada decisão, é estar vivo. 

1 comentário:

  1. "(...)

    Or else you will dig my grave.
    We fear them finding, always winding,
    take my hand now:

    Be alive."

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