segunda-feira, 17 de junho de 2013


E as outras almas que se derretem nas cordas da guitarra, nos metais da harmónica, de nada significam quando caminhas sozinho no deserto, à procura, à procura. Julgam essas almas poder-se afeiçoar ao doce som da dor solitária. A solidão não tem afeição. Dás meia volta perante as transeuntes deleitadas, e caminhas com os lábios na harmónica, de guitarra às costas, com as botas cheias de areia.

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