sábado, 1 de junho de 2013

It all fades to black

Deitado, ofegante, de sangue na boca, esquelético, braços negros, ligados, fracos, trémulos. Tiveste uma vida forte. E no meio do teu silêncio agonizado, disseste o meu nome, apesar do tempo desde a última vez. Apesar da distância constante, prestes a ser uma distância permanente. As lágrimas rolam, embrulhando memórias nas faces da tua prole. Segurei-te na mão, e apertaste. E reconheceste-me, de olhos fechados, em dor.

Não estou preparado. Mas ninguém espera pela preparação dos outros.

Aguenta-te, que os teus últimos sonos induzidos pelos químicos sejam preenchidos de sonhos, revive todos os teus bons tempos.

Ver-te-ei de novo antes de atravessares o derradeiro rio? Bem o espero.

(E antes que eu pudesse sequer publicar os meus pensamentos, foste. Adeus, lobo do mar.)

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