quinta-feira, 20 de junho de 2013

E não há o aroma, não há o paladar da despedida. E o tacto, muito curto para o ser, apesar de ser também o menos intencionado. Há, no entanto, um olhar fugido. Há sim vontade de dizer as palavras erradas, as palavras tão verdadeiras quanto erradas. Mas antes que pudesse errar o momento passa, fugido em pânico pelos dedos do momento passado inocentemente.

Mas talvez não tenha cheirado e sabido (por mais que sentido) a despedida por não a ter sido, não ainda... Ou talvez porque tenha visto uma partida em paz, sorridente, sincera, definitiva.

E os demónios morrerão de livre vontade, afogados na melancolia da ausência e das boas atitudes.

Que dedos teus ficariam marcados nas faces?

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